Debate sobre violência de gênero

Violência de gênero é tema de debate na FIC nesta próxima segunda

Na próxima segunda-feira, 24/03, acontecerá no auditório da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/UFG) o debate “Violência de Gênero, Comunicação e Sociedade”.

O debate contará com a participação da historiadora e doutoranda em Antropologia Social Yordanna Lara Rego, pesquisadora do Núcleo de Ensino, Extensão e Pesquisa em Gênero e Sexualidade (Sertão/ UFG); da mestra em sociologia Jully Anne Ribeiro, que é membro da coordenação do Núcleo de Estudo sobre Criminalidade e Violência (NECRIVI/UFG); e da professora Luciane Agnez (PPGCOM/FIC/UFG), que participa da rede brasileira de pesquisa para o Global Media Monitoring Project - GMMP 2025.

O evento é promovido pelo projeto de pesquisa Gênero e Mídia em Goiás, coordenado pelas professoras Gabriela Marques e Luciane Agnez (PPGCOM/FIC/UFG), em parceria com a Comissão de Inclusão e Permanência, vinculada à SIN/UFG, com o objetivo de debater o papel da mídia e da mobilização social para a promoção da igualdade de gênero e o fim da violência.

Em 2025, a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim completa 30 anos. O documento, que resultou da Quarta Conferência Mundial das Nações Unidas sobre as Mulheres, em Pequim (1995), foi um marco ao reconhecer definitivamente a igualdade de gênero como um direito humano e elencar 12 áreas críticas de ação, entre elas o combate à violência. Com isso, tornou-se a agenda global mais amplamente respaldada para os direitos das mulheres. Nessas três décadas, a crescente mobilização e pressão política levou ao desenvolvimento em diversos países de políticas públicas, levando ao comprometimento de recursos e legislações que representam avanços, mas nenhum país cumpriu a promessa de uma vida livre de violência para as meninas e mulheres.

O feminicídio é o grau máximo dessa violência e a tipificação penal no Brasil, que completa agora 10 anos, foi um dos marcos importantes, mas os dados da segurança pública mostram ainda índices alarmantes. Nesse contexto, a socióloga Jully Anne Ribeiro traçará um panorama histórico do feminicídio em Goiás e examinará algumas notícias a partir da análise do discurso.

A mídia está entre as 12 áreas críticas apontadas pela Carta de Pequim, o que motivou a criação do Global Media Monitoring Project (GMMP), realizado pela primeira vez em 1995, tornando-se o principal projeto que monitora os dados e acompanha os indicadores acerca da igualdade de gênero nos meios de comunicação. Realizado a cada cinco anos, o estudo completará 30 anos em 2025, com a previsão de reunir dados de 116 países, incluindo o Brasil. A professora Luciane Agnez dará um panorama sobre os dados do monitoramento, com destaque para comportamentos próprios da mídia brasileira, ressaltando o papel da imprensa para as estratégias de prevenção à violência.

Por fim, a doutoranda em Antropologia Social Yordanna Lara Rego, que é professora formadora da Segurança Pública Nacional, a partir da aliança entre UFG e Ministérios da Justiça e da Educação, abordará a importância da interseccionalidade para se alcançar a igualdade de gênero e os desafios no combate à violência quando se cruzam outros marcadores sociais, a partir de políticas públicas e da representatividade para que a diversidade se expresse livremente e ocupe o espaço público com garantia de direitos.

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