O XII
Congresso de Ciências da Comunicação – Regional Centro-Oeste
será realizado na Faculdade de Comunicação da UFG nos
próximos dias 27, 28 e 29 de maio. O congresso terá como
tema “Comunicação, Cultura e Juventude”.
Uma das
organizadoras do evento, a professora Dra. Ana Carolina
Rocha Pessoa Temer, concedeu entrevista e falou sobre a
necessidade de discutir a Comunicação e seus meios, além de
despertar nos profissionais da área e na população em geral
o interesse em refletir.
Gabrielle
Mota: Este é o XII Intercom e, como objetivo, a organização
do evento estipula que novos modelos de análise da
Comunicação devem ser construídos durante as exposições e
discussões. Quais foram os resultados já obtidos?
Ana
Carolina Rocha Pessoa Temer: A UFG sempre
participa do Intercom. No ano passado, nós tivemos cerca de
cinco trabalhos selecionados na edição regional e um
trabalho premiado na Expocom. No Intercom Nacional, a UFG
foi premiada em três ou quatro categorias. A cada edição,
nós apresentamos, em média, 10 a 15 trabalhos e esses,
portanto, são trabalhos práticos feitos pelos alunos. Como
sou da área de TV, posso dizer que temos um bom acordo com a
Globo Universidade. Quando temos uma análise sobre Big
Brother, Faustão ou outros programas mais, eles recebem,
indiretamente uma consultoria. Esses resultados obtidos
através desses trabalhos são revertidos para a própria
empresa, para o pesquisador e para a vida. Ser professor ou
pesquisador é um aprendizado.
GM: Quais
seriam os motivos que levariam pessoas que não fazem parte
do universo dos meios de comunicação a acreditarem que a
Comunicação deve ser refletida e reformulada?
AC:
Muniz Sodré, um dos nomes mais conhecidos na
Comunicação, diz que nós vivemos no "bios midiático". Quando
eu escolho um sapato, eu escolho tendo a mídia por
referência. A maneira como a mídia atua influencia as
decisões humanas. Estudar a mídia é estudar o homem.
GM: No
mercado de trabalho, os profissionais da Comunicação
conhecem a importância de refletir os meios de produção e os
conteúdos emitidos, entre outras potencialidades dos Meios
de Comunicação?
AC:
Acho que não. Grande parte dos profissionais não
conhecem essa importância. Na rotina estabelecida pelo
mercado, não existe espaço para reflexão. Por isso que eu
acredito que a Academia deva promover esse espaço.
GM: DICA.
Um bom trabalho para ser apresentado no Intercom deve conter
o quê?
AC:
Um bom trabalho deve ter uma boa apresentação, um
"Power Point" bem caprichado e uma boa fundamentação
teórica. Os alunos devem se lembrar que os examinadores são
professores e eles querem que os alunos justifiquem bem os
seus trabalhos.
GM:
Goiânia tem chance de sediar o Intercom Nacional?
AC: O Intercom Nacional não tem grandes
recursos. O capital intelectual é vasto, mas o dinheiro é
pouco. Para uma universidade receber um evento desse porte
deve investir muito. É preciso que as universidades de
Goiânia façam esse investimento. Dessa maneira, a nossa
cidade tem chances sim.
Por Gabrielle Mota